Em meu peito
só
um coração.
Só
literalmente
também é
rio de sensações.
Variadas
variantes
vagueando por
meu vasto
universo infinitamente
finito
uma vez que tudo acaba
e começa um novo
ovo quebrado
todo dia
na frigideira
para logo
ser consumido
por algo
ou
alguém.
Coração
bate
ou
apanha?
Coração
bate
e
apanha?
Coração
é
metáfora
fora
outras coisas...
sente...
faz outros
sentirem.
Vou.
Quem me conhece sabe que sempre fui de escrever minhas"coisinhas", e quem ainda não me conhece, essa é uma oportunidade... A temática não existe... é somente aquilo que se apresentar, e do jeito que vier. Mas uma coisa é certa: a vida é cheia de poesia!!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
apenas um papo
Um dia, do nada , um fato acontece e depois disso sua vida nunca mais é a mesma.
Tudo bem que a cada momento que se passa deixamos de ser quem éramos, e passamos a ser o fruto mais recente de nossa vivencia...é que as vezes, as coisas acontecem de maneira que controle é palavra inexistente..
pensei muito a respeito do que poderia aqui escrever. Imaginei poemas, rimas e tals (e olha que nem sou disso), mas vi que o melhor a fazer, é ser eu mesma e escrever enquanto pessoa que entristeceu-se pelos acontecimentos, e sim, vive um momento de luto.
Tento sorrir e brincar,e contornar aquilo que sinto. As vezes começo pensar que está dando certo pois tenho me permitido sorrir. Digo "permitir" porque parece que não posso mais... alguns me olham achando que devo sofrer eternamente e chorar todos os dias...
A essas pessoas digo que carrego um coração partido, e que não há "super-bonder" que cole; as lágrimas não correm mais por falta de líquido, tantas já foram as derramadas.
Acredito que por mais aberto e sincero que seja meu sorriso, jamais ele terá a alegria que teve outrora... pois parte do que o constituia se foi... e não dá para montar uma peça que não se tenha do quebra-cabeças.
Sinto-me como o ser que possui as maiores responsabilidades sendo totalmente irresponsável (ao menos comigo).
E o que falar da dor??
Essa surge de não sei onde, e dói não sei direito em que lugar, e também não consigo explicar muito bem porquê ou por quanto tempo... simplesmente dói, e deixa um vazio, que talvez nem o vácuo conseguisse deixar.
É o tipo de coisa que não tem explicação, embora seja a única certeza depois de se nascer.
Aliás, que belo presente ganhei para minha vida, ao mesmo tempo em que um me foi tirado... uma menininha que é delicada desde o choro, e que é guerreira desde a hora em que a luz lhe foi concedida.
Parece até que teimou em vir para esse mundo... seu coraçãozinho não batia, nem seus pulmões queriam saber do ar que se respira. O mundo intra-uterino acabou! Acabou o aconchego, acabaram-se os movimentos suaves, acabou-se o sentimento de proteção... Nasceu!
Costumo colocá-la na altura de me peito para ouvir meu coração e tornar presente a lembrança que lhe resta por pouco tempo desse tempo.
Há uma música que diz que o tempo não pára. Nem precisaria dela para saber disso. Tanta coisa acontece. Tudo muda, até a mesmice.
Tenho tantas coisas em mente, outras que simplesmente transitam por minha consciência inconsciente menos inconsequente.
A ordem natural da vida não é respeitada sempre, de maneira linear, porque nada é linear. A dialética permeia tudo, e as relações dialógicas estabelecem-se, a começar pelo nível próprio.
Ainda não consigo entender porque alguém que vi nascer se foi antes de mim. Inúmeras pessoas mais novas que eu se foram antes, mas não é esse o caso. Falo dela, minha irmã, alguém tão próxima...
Lembro nossas brigas, nossos tapas, nossas pazes, abraços, carinhos e trocas de "como você é importante pra mim" ...
E caramba!! Como você é importante pra mim!!
Sua marca não tem como apagar. É tatuagem, é cicatriz, que custa formar casquinha...
Parece que quando ela começa formar-se eu tropeço e esbarro nela, fazendo o processo reiniciar.
Terá isso um fim?
Sei apenas que fico, que sigo, que abraço o que me foi deixado.
Obrigada por tudo que passamos juntas, cada momento, cada cervejinha que bebemos juntas, cada gargalhada, cada choro, cada espera, cada sonho, cada realidade...
Obrigada por todas as vezes que disse me amar... obrigada por todas as vezes que pude dizer que te amava (e amo)...
Obrigada por me ajudar a ser uma pessoa melhor... por me fazer pensar naquilo que fazia...
Obrigada por fazer-me enxergar que estar onde não queria é hoje todo o lugar que queria estar...
Obrigada por me abrir sua vida e tornar-me um capítulo dela...
Obrigada...por ter me dado a oportunidade de te dizer tudo isso pessoalmente.
A saudade fica e a dor ainda é constante, mas sei que vai amenizar.
E você não vai ficar velha... será para sempre a minha Claudinha.
Fica em paz, minha irmã!
Amo você!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
palavras avulsas
O céu escuro da noite, com nuvens a refletir o alaranjado das lâmpadas de vapor de sódio.
Os carros passam. Frota pesada.
De repente as palavras somem. Talvez carregadas por algum ônibus que passa.
Eu fico. Rodeada por pessoas que desconheço, ou simplesmente não conheço. Sozinha com meus pensamentos que vem, não sei de onde, mas inicio entender seu porquê.
Talvez esteja melancólica. Talvez esteja apenas aderindo ao mal moderno da solidão acompanhada (que também pode ser assistida,tamanho é o número de câmeras instaladas por todos os cantos).
Engraçadas são as coisas. No pequeno espaço de tempo que comecei a dedicação às observações percebi inúmeros ônibus indo a um mesmo lugar: Rodoviária.
Será essa visão um anúncio de meu inconsciente à percepção da vontade reprimida de viajar? Ir a outro lugar?
A música é boa. Mas não a que gostaria de ouvir.
As nuvens permanecem. Imóveis.
Poderão manias serem geneticamente herdadas? Começo acreditar que sim. A experiência oferecida pelo convívio com um filho demonstra-me isso.
Tentei ser impessoal, no entanto revelações em primeira pessoa sempre surgem... fazer o quê...
Quando as dificuldades tornam-se mais complexas, os mecanismos de fuga tornam-se mais apurados.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
CREPÚSCULO
O dia está se findando.
Aos poucos...
tinge o céu de inúmeras cores.
Colorido...
O vento frio...carrega tristeza...
Bem diferente de meu amigo...
Bruscamente se foi.
Restando apenas seu olhar e sorriso coloridos,
e acolhedores.
Pouco,
quase nada estive a seu lado,
embora tempo suficiente
para sua ausência sentir.
Fica a dor
fria e cruel
da ausência.
A lembrança de seus gestos...
Por quê?
Essa pergunta todos devem estar se fazendo...
mas a resposta não vem...
Assim,
brincando com um sentimento bastante real,
prefiro pensar
que agora ele brilha
lá no céu
junto de todos os outros
pontos luminosos
que tanto nos fascinam.
Porque
pessoas como ele
permanecem
para sempre
em nossos corações.
À memória de Diego
segunda-feira, 13 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
ESPERA
"Tristeza...não tem fim.
Felicidade, sim."
Espero.
Não esperar.
De cansar.
O cansaço
dá moleza
que retarda
o acontecimento
das coisas.
Não espero
mais
pelas mudanças.
Ajo
para rapidamente
elas chegarem.
E espero
que cheguem logo.
Pois quando menos
espero
a tristeza vem.
Não pede passagem.
Não espera.
Espera somente
uma brecha
que nunca quero
e sempre sobra.
A tristeza é folgada:
vem sem aviso
e nunca diz
quando irá embora.
Instala-se
prontamente,
sem nunca esperar
para ela eu estar
pronta.
E isso é triste!
Esperava
que em seu retorno
estivesse eu pronta,
forte,
preparada.
Mas não.
Estou fragilizada.
Estou amargurada.
Estou quase
doente.
Espero que logo
passe.
Espero fortalecer-me
para a tristeza
expulsar.
Embora saiba
que sem aviso
ela pode voltar.
Voltar não é,
ao menos,
permanecer.
Se assim o fosse,
pior seria,
mais enraizada
a tristeza estaria,
mais difícil
sua partida.
Espero
o retorno da alegria.
Que também não chega
com data marcada,
mas costuma ter pressa.
Talvez por ter o dever
de muita gente visitar.
Talvez por tantos
a esperarem.
Não serei egoísta;
mas espero
que venha logo.
Tarde fria de maio, esperando.
Felicidade, sim."
Espero.
Não esperar.
De cansar.
O cansaço
dá moleza
que retarda
o acontecimento
das coisas.
Não espero
mais
pelas mudanças.
Ajo
para rapidamente
elas chegarem.
E espero
que cheguem logo.
Pois quando menos
espero
a tristeza vem.
Não pede passagem.
Não espera.
Espera somente
uma brecha
que nunca quero
e sempre sobra.
A tristeza é folgada:
vem sem aviso
e nunca diz
quando irá embora.
Instala-se
prontamente,
sem nunca esperar
para ela eu estar
pronta.
E isso é triste!
Esperava
que em seu retorno
estivesse eu pronta,
forte,
preparada.
Mas não.
Estou fragilizada.
Estou amargurada.
Estou quase
doente.
Espero que logo
passe.
Espero fortalecer-me
para a tristeza
expulsar.
Embora saiba
que sem aviso
ela pode voltar.
Voltar não é,
ao menos,
permanecer.
Se assim o fosse,
pior seria,
mais enraizada
a tristeza estaria,
mais difícil
sua partida.
Espero
o retorno da alegria.
Que também não chega
com data marcada,
mas costuma ter pressa.
Talvez por ter o dever
de muita gente visitar.
Talvez por tantos
a esperarem.
Não serei egoísta;
mas espero
que venha logo.
Tarde fria de maio, esperando.
INHOS E ÕES
Pagininha...
Página pequena.
Dorzinha...
Dor pequena.
Muitas vezes apenas
um eufemismo
para dor
que não se mensura.
Coração...
Ão...
muitas vezes "inho"
tanta coisa carrega.
Só.
Solidão.
É só o só
bem grande
que deixa
o coração
inho.
Diminuir...
Aumentar...
são operações
prioritárias...
na matemática.
E a vida
vive cheia
delas.
Até por que
matemática é parte
da vida.
Partir...
pode ser deixar
mas pode ser dividir.
Eu divido.
Tu divides.
Ele/a divide.
...
Se mais pessoas
dividissem,
mais todo
seriam todos;
menos partes seriam necessárias.
Que mais pessoas
fizessem como Maxwell:
Distribuição.
Embora este,
acho eu,
para efeitos práticos,
poderia deixar
concentrado mesmo.
Mas é ciência.
"A democratização
do saber"
para a ínfima parcela
que a ela tem acesso.
Não escrevo aqui
um panfleto.
Nem nada panfletário,
por que nada quero
dizer,
senão o que digo.
Nada quero pensar
além
do que
sinto.
Palavras
que o vento leva
junto com a fumaça
que vai...
Página pequena.
Dorzinha...
Dor pequena.
Muitas vezes apenas
um eufemismo
para dor
que não se mensura.
Coração...
Ão...
muitas vezes "inho"
tanta coisa carrega.
Só.
Solidão.
É só o só
bem grande
que deixa
o coração
inho.
Diminuir...
Aumentar...
são operações
prioritárias...
na matemática.
E a vida
vive cheia
delas.
Até por que
matemática é parte
da vida.
Partir...
pode ser deixar
mas pode ser dividir.
Eu divido.
Tu divides.
Ele/a divide.
...
Se mais pessoas
dividissem,
mais todo
seriam todos;
menos partes seriam necessárias.
Que mais pessoas
fizessem como Maxwell:
Distribuição.
Embora este,
acho eu,
para efeitos práticos,
poderia deixar
concentrado mesmo.
Mas é ciência.
"A democratização
do saber"
para a ínfima parcela
que a ela tem acesso.
Não escrevo aqui
um panfleto.
Nem nada panfletário,
por que nada quero
dizer,
senão o que digo.
Nada quero pensar
além
do que
sinto.
Palavras
que o vento leva
junto com a fumaça
que vai...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
QUÍMICA V
É no grafite que vou.
Carbono puro.
Carbono com carbono.
Quanto?!
Certa vez disseram
que o destino de um só
era de sonho e de pó.
Teoria.
Prática.
Praticamente
Teoria.
Apeei do cavalo
e cavalete
estabilizou
na cela
unitária?!
Quem está sozinho?!
Vou contar um causo,
quase uma parábola:
ih... perdeu-se
no copo prostrado
a minha frente.
Ah!...
Tem gente,
que com tudo que tem
não se contenta...
(Acontece, na maior
parte das vezes)
e busca sempre
mais...
Doa,
para desencargo
de consciência,
e recebe
de volta
aquilo que investiu,
ou mais...
Meu Deus!
Será a natureza,
em sua essência
Capitalista???
Ora, meus amigos!
(Se assim os posso chamar)
Isso enxergar,
visão pequena é.
A natureza,
vive de trocas...
Trocam-se os ligantes,
os ligantes mudam
a quem se ligam,
todos buscando algo
melhor.
Ao mesmo tempo.
Coordenadamente.
E...
tudo fica bem,
quando,
tudo, para todos,
fica bem.
Carbono puro.
Carbono com carbono.
Quanto?!
Certa vez disseram
que o destino de um só
era de sonho e de pó.
Teoria.
Prática.
Praticamente
Teoria.
Apeei do cavalo
e cavalete
estabilizou
na cela
unitária?!
Quem está sozinho?!
Vou contar um causo,
quase uma parábola:
ih... perdeu-se
no copo prostrado
a minha frente.
Ah!...
Tem gente,
que com tudo que tem
não se contenta...
(Acontece, na maior
parte das vezes)
e busca sempre
mais...
Doa,
para desencargo
de consciência,
e recebe
de volta
aquilo que investiu,
ou mais...
Meu Deus!
Será a natureza,
em sua essência
Capitalista???
Ora, meus amigos!
(Se assim os posso chamar)
Isso enxergar,
visão pequena é.
A natureza,
vive de trocas...
Trocam-se os ligantes,
os ligantes mudam
a quem se ligam,
todos buscando algo
melhor.
Ao mesmo tempo.
Coordenadamente.
E...
tudo fica bem,
quando,
tudo, para todos,
fica bem.
QUÍMICA IV
Berilo. Berílio.
O tesouro de uns. A desgraça de muitos.
Gemas encapsuladas.
Morte. Destruição.
Bélico.
Indústria bélica:
produção em série da morte.
Vasto mundo devastado...
Não sou Raimundo,
nem solução.
Tá,
solução até posso ser
e/ou estar.
Solução aquosa,
com inúmeros íons
complexando
a simplicidade que me constitui.
E, o que faço eu aqui,
senão complexar
a simplicidade do viver?
Acontece que viver não é simples...
Sobre-viver já é difícil...
Penso mesmo que o sub-viver
é o que ocorre.
Uma verdadeira guerra,
pela sub-vivência!
O berílio não é tão
abundante...
mas talvez se menos o fosse
mais escasso seria o sub-viver.
Ou, mesmo como está,
e se menos mortes
e mais jóias fossemproduzidas?...
Aqui não existem intenções
Senão desabafar
na folha or de berilo.
Aqui existem interações:
com o CO2 que dispenso
em rajadas no ar
e é dispensado em borbulhas
no copo;
com as inúmeras funções orgânicas,
presentes e futuras
(hoje álcool, amanhã aldeído);
com a lâmpada incandescente
que não proclama idéias
nem propaga tanta luz;
com o som
oriundo das inúmeras pessoas
e de uma pequena
caixinha
acoplada na parede.
Sub-sobre- ou simplesmente
vivendo,
solução...
uma vastidão.
Imensurável.
Mundo...
devastado.
Imensuravelmente.
E meu coração...
uma vastidão
de mundo.
O tesouro de uns. A desgraça de muitos.
Gemas encapsuladas.
Morte. Destruição.
Bélico.
Indústria bélica:
produção em série da morte.
Vasto mundo devastado...
Não sou Raimundo,
nem solução.
Tá,
solução até posso ser
e/ou estar.
Solução aquosa,
com inúmeros íons
complexando
a simplicidade que me constitui.
E, o que faço eu aqui,
senão complexar
a simplicidade do viver?
Acontece que viver não é simples...
Sobre-viver já é difícil...
Penso mesmo que o sub-viver
é o que ocorre.
Uma verdadeira guerra,
pela sub-vivência!
O berílio não é tão
abundante...
mas talvez se menos o fosse
mais escasso seria o sub-viver.
Ou, mesmo como está,
e se menos mortes
e mais jóias fossemproduzidas?...
Aqui não existem intenções
Senão desabafar
na folha or de berilo.
Aqui existem interações:
com o CO2 que dispenso
em rajadas no ar
e é dispensado em borbulhas
no copo;
com as inúmeras funções orgânicas,
presentes e futuras
(hoje álcool, amanhã aldeído);
com a lâmpada incandescente
que não proclama idéias
nem propaga tanta luz;
com o som
oriundo das inúmeras pessoas
e de uma pequena
caixinha
acoplada na parede.
Sub-sobre- ou simplesmente
vivendo,
solução...
uma vastidão.
Imensurável.
Mundo...
devastado.
Imensuravelmente.
E meu coração...
uma vastidão
de mundo.
terça-feira, 17 de maio de 2011
QUÍMICA I
Alguém quer entrar.
Outrem precisa sair.
Quer dizer,
precisa não...
simplesmente sai.
O fardo a carregar
pesa,
é volume,
ocupa lugar
no espaço.
Finito ou infinito?
Escolha seu modelo,
sua "tioria" de vida.
Analise os microestados,
junte-os em termos
espectro
ou cópios
(não de copioso,
mas plural de copo)
Hexa-aquo-copos
de metal
nobre
de transição
ou terroso.
Terra.
Nos acolhe.
Acolhemos
a colheita
garimpada
na semeadura
dos dias que seguem
o trânsito
permitido, por isto
ou aquilo;
proibido, por isto
ou aquilo;
que às vezes
tão proibido,
é quase perversivo.
Todo compost
tem seu "porteiro"
a permitir
e rejeitar
a chegada do povo.
E cada estrutura,
social,
ou cristalina,
tem seu arranjo
bem definido.
Saí de meu estado
fundamental
e cá estou
ionicamente.
Sou ácida
ao chacoalhão,
e básica
no receber.
O quê?!
Depende...
Quem se aproxima?
A próxima.
Outrem precisa sair.
Quer dizer,
precisa não...
simplesmente sai.
O fardo a carregar
pesa,
é volume,
ocupa lugar
no espaço.
Finito ou infinito?
Escolha seu modelo,
sua "tioria" de vida.
Analise os microestados,
junte-os em termos
espectro
ou cópios
(não de copioso,
mas plural de copo)
Hexa-aquo-copos
de metal
nobre
de transição
ou terroso.
Terra.
Nos acolhe.
Acolhemos
a colheita
garimpada
na semeadura
dos dias que seguem
o trânsito
permitido, por isto
ou aquilo;
proibido, por isto
ou aquilo;
que às vezes
tão proibido,
é quase perversivo.
Todo compost
tem seu "porteiro"
a permitir
e rejeitar
a chegada do povo.
E cada estrutura,
social,
ou cristalina,
tem seu arranjo
bem definido.
Saí de meu estado
fundamental
e cá estou
ionicamente.
Sou ácida
ao chacoalhão,
e básica
no receber.
O quê?!
Depende...
Quem se aproxima?
A próxima.
...
Na folha branca, sinto a dificuldade de começar.
Os começos assim costumam ser: difíceis.
Começa-se e não termina-se,
muitas vezes.
Termina-se o que nem começou,
às vezes.
Por vezes não começamos por medo de terminar.
Por vezes terminamos pra nem começar.
Tese.
Anti-tese.
Paradoxos.
Somos.
Existimos.
Yin e yang,
ao mesmo tempo
todo tempo
o tempo todo.
A tinta preta rabisca
a branca folha
agora colorida.
Miscelânea.
Mistura...
os pensamentos
avulsos
que juntos formam algo.
Mesa Abril/2011
Os começos assim costumam ser: difíceis.
Começa-se e não termina-se,
muitas vezes.
Termina-se o que nem começou,
às vezes.
Por vezes não começamos por medo de terminar.
Por vezes terminamos pra nem começar.
Tese.
Anti-tese.
Paradoxos.
Somos.
Existimos.
Yin e yang,
ao mesmo tempo
todo tempo
o tempo todo.
A tinta preta rabisca
a branca folha
agora colorida.
Miscelânea.
Mistura...
os pensamentos
avulsos
que juntos formam algo.
Mesa Abril/2011
VONTADES
Pensei muito em ti esses dias.
Pensei no que disse. Eu.
Pensei no que disse. Você.
Mesmo não dizendo.
O que esse silêncio quer dizer?
Penso o que pode estar pensando. Sobre mim.
Se é que pensa/pensou em mim e/ou no que lhe disse.
Olhos marotos.
Olhos que trazem muita coisa. Sentimentos.
Um turbilhão repleto deles.
Sorriso...
que me encanta.
Vontade de decifrá-lo.
Vontade de decifrar-te.
Vontade prefiro sentir,
a ter a sensação de arrependimento
por não dizer
o que sinto.
Pensei no que disse. Eu.
Pensei no que disse. Você.
Mesmo não dizendo.
O que esse silêncio quer dizer?
Penso o que pode estar pensando. Sobre mim.
Se é que pensa/pensou em mim e/ou no que lhe disse.
Olhos marotos.
Olhos que trazem muita coisa. Sentimentos.
Um turbilhão repleto deles.
Sorriso...
que me encanta.
Vontade de decifrá-lo.
Vontade de decifrar-te.
Vontade prefiro sentir,
a ter a sensação de arrependimento
por não dizer
o que sinto.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
esconde-esconde
Esses dias me disseram que para esse espaço ser meu, meu de verdade, eu deveria publicar, e não colocar coisas de outras pessoas...
Nesse momento pensei"que tá falando esse cara?"
Mas depois de passado o calor do momento, dando espaço para a razão, vi que ele a tinha.
Então, cá estou justificando o sumiço de algo com o aparecimento de outro algo, desta vez novo, desta vez meu.
Ao menos era meu enquanto estava em minha cabeça... pois a partir do momento em que meus dedos começaram a escrevinhar através do teclado, passaram a ser coisas do mundo. Coisas que geram reações naqueles que agora como você estarão lendo estas palavras.
Não tenho muito que dizer... estou num daqueles dias de se observar para poder constatar, e quem sabe aí poder sentir, e talvez escrever.
Dia de observação.
Dia de absorção.
Dia que virará noite, assim que o sol de nós cansar-se, ou, noutra interpretação, retirar-se do campo de visão.
Nesse momento pensei"que tá falando esse cara?"
Mas depois de passado o calor do momento, dando espaço para a razão, vi que ele a tinha.
Então, cá estou justificando o sumiço de algo com o aparecimento de outro algo, desta vez novo, desta vez meu.
Ao menos era meu enquanto estava em minha cabeça... pois a partir do momento em que meus dedos começaram a escrevinhar através do teclado, passaram a ser coisas do mundo. Coisas que geram reações naqueles que agora como você estarão lendo estas palavras.
Não tenho muito que dizer... estou num daqueles dias de se observar para poder constatar, e quem sabe aí poder sentir, e talvez escrever.
Dia de observação.
Dia de absorção.
Dia que virará noite, assim que o sol de nós cansar-se, ou, noutra interpretação, retirar-se do campo de visão.
terça-feira, 10 de maio de 2011
EFÊMERO
A flor
seja qual for
é bela.
A flor
seja qual for
murcha.
A flor
Seja qual for
seca.
Seja qual for
a flor
ela cumpre o ciclo.
seja qual for
é bela.
A flor
seja qual for
murcha.
A flor
Seja qual for
seca.
Seja qual for
a flor
ela cumpre o ciclo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
VELHA SENSAÇÃO PRESENTE
Eita, que muito gostaria de falar.
Gostaria de sozinha não estar.
De tanta indecisão não ter.
Além de indecisa, resta um certo temor.
Temo em pensar como conduzirei
aquilo que devo conduzir.
Qual caminho?
Não quero ficar sozinha, embora só
tenho feito meus dias...
Só, eu posso fazer o que devo.
Só, devo relacionar-me e relacionar
as tantas relações que permeiam
esta existência.
Indecisa existência.
Solitária existência.
Que às vezes flori, sorri, acalenta.
Acalenta minh'alma.
Acalenta minh'existência.
Virada em sonho, que volta a tornar-se
Existência.
Existência acalentada pelos sonhos
Do dia-a-dia.
Dia-a-dia que acalenta a existência
De sonhos a conduzir-me
Dia-após-dia ao caminho traçado
De cada amanhecer a cada
Crepúsculo.
Amanheço a cada dia em que o sol nasce:
Brilhando forte no céu
Ou acobertado por cinzas nuvens.
O crepúsculo, meu crepúsculo, aproximo-me
mais a cada amanhecer...
Mas não sei quando de fato ele chegará.
Gostaria de sozinha não estar.
De tanta indecisão não ter.
Além de indecisa, resta um certo temor.
Temo em pensar como conduzirei
aquilo que devo conduzir.
Qual caminho?
Não quero ficar sozinha, embora só
tenho feito meus dias...
Só, eu posso fazer o que devo.
Só, devo relacionar-me e relacionar
as tantas relações que permeiam
esta existência.
Indecisa existência.
Solitária existência.
Que às vezes flori, sorri, acalenta.
Acalenta minh'alma.
Acalenta minh'existência.
Virada em sonho, que volta a tornar-se
Existência.
Existência acalentada pelos sonhos
Do dia-a-dia.
Dia-a-dia que acalenta a existência
De sonhos a conduzir-me
Dia-após-dia ao caminho traçado
De cada amanhecer a cada
Crepúsculo.
Amanheço a cada dia em que o sol nasce:
Brilhando forte no céu
Ou acobertado por cinzas nuvens.
O crepúsculo, meu crepúsculo, aproximo-me
mais a cada amanhecer...
Mas não sei quando de fato ele chegará.
sábado, 7 de maio de 2011
COMO COMEÇAR O DIA
Começa cada dia por dizer a ti próprio: hoje vou deparar com a intromissão, a ingratidão, a insolência, a deslealdade, a má vontade e o egoísmo- todos devidos à ignorância por parte do ofensor sobre o que é o bem e o mal. Mas, pela minha parte, já há muito percebi a natureza do bem e a sua nobreza, a natureza do mal e a sua mesquinhez, e também a natureza do próprio culpado, que é meu irmão (não do sentido físico, mas como meu semelhante, igualmente dotado de razão e de uma parcela do divino), portanto nenhuma destas coisas me ofende, porque ninguém pode envolver-me naquilo que é degradante. Nem eu posso ficar zangado com o meu irmão ou entrar em conflito com ele; porque ele e eu nascemos para trabalhar juntos, como, de um homem, as duas mãos, os dois pés, as duas pálpebras ou os dentes de cima e de baixo. Criar dificuldades uns aos outros é contra as leis da Natureza- e o que é a irritação, ou a aversão, senão uma forma de criar dificuldades aos outros?
Marco Aurélio/ Meditações
quinta-feira, 5 de maio de 2011
...
Ai, angústia
não saber
saber que
não se sabe.
Pensar
pensar, pensar
e só pensar
no que pensa
o outro.
Que quer dizer
o silêncio?
Que quer dizer
depois?
Penso. Penso.
O peito aperta.
Penso.
Vem um nó
na garganta.
Penso. Penso
pra esquecer
um pouco do que
sinto.
Razão.
Sentimento.
Ação.
Como agir?
Penso.
Penso.
Ai dor
que dói
sem ferida.
Dói
porque me sinto
ferida.
Impotente.
Magoada comigo.
O que faço/fiz
de errado?
Serei eu uma boa
pessoa?
Começo duvidar...
Qual meu problema?
Falo muito?
Falo pouco?
Falta assunto?
O assunto é chato?
Sou chata?
Achatada?
Tachada?
Achado
que se acha?
Ai, angústia!
Vai pra longe,
que não quero sua
companhia!
Prefiro só
permanecer.
...
Tem uma fresta de céu,
um pedaço de nuvem
um feixe de luz.
Ali,
logo ali
na janela
por onde
quero
sair.
CONFUSÃO
Eu ia.
Eu vou.
Pra onde
nunca sei.
Talvez
onde os pensamentos
me levarem.
Talvez.
Onde eu levar
meus pensamentos.
???
Sim,não, talvez
qualquer coisa
diga-me.
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