As Palavras
Versa a prosa
que as palavras querem
escapulir...
Palavras que se sentem
donas
cheias
de si.
Enquanto no mundo
daquelas não ditas
quiçá nem ao menos
pensadas...
Selvagens
não domesticadas
por qualquer norma:
culta ou coloquial,
as palavras
apenas são.
E estão em mudança contínua...
pois contínuo também é
o brotamento
das palavras
no mundo das (ainda)
ideias-proto-verbos.
A poesia quer versar
em prosa...
pois a métrica é insuficiente
para enquadrar
a liberdade.
(Tarde de Março/2014)
...desabafos...
Quem me conhece sabe que sempre fui de escrever minhas"coisinhas", e quem ainda não me conhece, essa é uma oportunidade... A temática não existe... é somente aquilo que se apresentar, e do jeito que vier. Mas uma coisa é certa: a vida é cheia de poesia!!
quarta-feira, 19 de março de 2014
terça-feira, 1 de maio de 2012
Céu fogo
Adoro o céu
quando ele fogueia...
A terra fica corada,
antes de escurecer-se...
a preceder a
seriedade
do pensar a respeito.
Minh´alma brinca
com o azul arrebatador,
que vira brasa, fogo,
multicolor,
e escurece,
para na penumbra,
depois,
brincar...
antes que trevas
tentem aproximar-se.
Logo chega a luz da lua,
com seus raios prateados,
a embalar,
o fim
que torna-se começo.
De novo.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
CORAÇÃO VARIADO
Em meu peito
só
um coração.
Só
literalmente
também é
rio de sensações.
Variadas
variantes
vagueando por
meu vasto
universo infinitamente
finito
uma vez que tudo acaba
e começa um novo
ovo quebrado
todo dia
na frigideira
para logo
ser consumido
por algo
ou
alguém.
Coração
bate
ou
apanha?
Coração
bate
e
apanha?
Coração
é
metáfora
fora
outras coisas...
sente...
faz outros
sentirem.
Vou.
só
um coração.
Só
literalmente
também é
rio de sensações.
Variadas
variantes
vagueando por
meu vasto
universo infinitamente
finito
uma vez que tudo acaba
e começa um novo
ovo quebrado
todo dia
na frigideira
para logo
ser consumido
por algo
ou
alguém.
Coração
bate
ou
apanha?
Coração
bate
e
apanha?
Coração
é
metáfora
fora
outras coisas...
sente...
faz outros
sentirem.
Vou.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
apenas um papo
Um dia, do nada , um fato acontece e depois disso sua vida nunca mais é a mesma.
Tudo bem que a cada momento que se passa deixamos de ser quem éramos, e passamos a ser o fruto mais recente de nossa vivencia...é que as vezes, as coisas acontecem de maneira que controle é palavra inexistente..
pensei muito a respeito do que poderia aqui escrever. Imaginei poemas, rimas e tals (e olha que nem sou disso), mas vi que o melhor a fazer, é ser eu mesma e escrever enquanto pessoa que entristeceu-se pelos acontecimentos, e sim, vive um momento de luto.
Tento sorrir e brincar,e contornar aquilo que sinto. As vezes começo pensar que está dando certo pois tenho me permitido sorrir. Digo "permitir" porque parece que não posso mais... alguns me olham achando que devo sofrer eternamente e chorar todos os dias...
A essas pessoas digo que carrego um coração partido, e que não há "super-bonder" que cole; as lágrimas não correm mais por falta de líquido, tantas já foram as derramadas.
Acredito que por mais aberto e sincero que seja meu sorriso, jamais ele terá a alegria que teve outrora... pois parte do que o constituia se foi... e não dá para montar uma peça que não se tenha do quebra-cabeças.
Sinto-me como o ser que possui as maiores responsabilidades sendo totalmente irresponsável (ao menos comigo).
E o que falar da dor??
Essa surge de não sei onde, e dói não sei direito em que lugar, e também não consigo explicar muito bem porquê ou por quanto tempo... simplesmente dói, e deixa um vazio, que talvez nem o vácuo conseguisse deixar.
É o tipo de coisa que não tem explicação, embora seja a única certeza depois de se nascer.
Aliás, que belo presente ganhei para minha vida, ao mesmo tempo em que um me foi tirado... uma menininha que é delicada desde o choro, e que é guerreira desde a hora em que a luz lhe foi concedida.
Parece até que teimou em vir para esse mundo... seu coraçãozinho não batia, nem seus pulmões queriam saber do ar que se respira. O mundo intra-uterino acabou! Acabou o aconchego, acabaram-se os movimentos suaves, acabou-se o sentimento de proteção... Nasceu!
Costumo colocá-la na altura de me peito para ouvir meu coração e tornar presente a lembrança que lhe resta por pouco tempo desse tempo.
Há uma música que diz que o tempo não pára. Nem precisaria dela para saber disso. Tanta coisa acontece. Tudo muda, até a mesmice.
Tenho tantas coisas em mente, outras que simplesmente transitam por minha consciência inconsciente menos inconsequente.
A ordem natural da vida não é respeitada sempre, de maneira linear, porque nada é linear. A dialética permeia tudo, e as relações dialógicas estabelecem-se, a começar pelo nível próprio.
Ainda não consigo entender porque alguém que vi nascer se foi antes de mim. Inúmeras pessoas mais novas que eu se foram antes, mas não é esse o caso. Falo dela, minha irmã, alguém tão próxima...
Lembro nossas brigas, nossos tapas, nossas pazes, abraços, carinhos e trocas de "como você é importante pra mim" ...
E caramba!! Como você é importante pra mim!!
Sua marca não tem como apagar. É tatuagem, é cicatriz, que custa formar casquinha...
Parece que quando ela começa formar-se eu tropeço e esbarro nela, fazendo o processo reiniciar.
Terá isso um fim?
Sei apenas que fico, que sigo, que abraço o que me foi deixado.
Obrigada por tudo que passamos juntas, cada momento, cada cervejinha que bebemos juntas, cada gargalhada, cada choro, cada espera, cada sonho, cada realidade...
Obrigada por todas as vezes que disse me amar... obrigada por todas as vezes que pude dizer que te amava (e amo)...
Obrigada por me ajudar a ser uma pessoa melhor... por me fazer pensar naquilo que fazia...
Obrigada por fazer-me enxergar que estar onde não queria é hoje todo o lugar que queria estar...
Obrigada por me abrir sua vida e tornar-me um capítulo dela...
Obrigada...por ter me dado a oportunidade de te dizer tudo isso pessoalmente.
A saudade fica e a dor ainda é constante, mas sei que vai amenizar.
E você não vai ficar velha... será para sempre a minha Claudinha.
Fica em paz, minha irmã!
Amo você!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
palavras avulsas
O céu escuro da noite, com nuvens a refletir o alaranjado das lâmpadas de vapor de sódio.
Os carros passam. Frota pesada.
De repente as palavras somem. Talvez carregadas por algum ônibus que passa.
Eu fico. Rodeada por pessoas que desconheço, ou simplesmente não conheço. Sozinha com meus pensamentos que vem, não sei de onde, mas inicio entender seu porquê.
Talvez esteja melancólica. Talvez esteja apenas aderindo ao mal moderno da solidão acompanhada (que também pode ser assistida,tamanho é o número de câmeras instaladas por todos os cantos).
Engraçadas são as coisas. No pequeno espaço de tempo que comecei a dedicação às observações percebi inúmeros ônibus indo a um mesmo lugar: Rodoviária.
Será essa visão um anúncio de meu inconsciente à percepção da vontade reprimida de viajar? Ir a outro lugar?
A música é boa. Mas não a que gostaria de ouvir.
As nuvens permanecem. Imóveis.
Poderão manias serem geneticamente herdadas? Começo acreditar que sim. A experiência oferecida pelo convívio com um filho demonstra-me isso.
Tentei ser impessoal, no entanto revelações em primeira pessoa sempre surgem... fazer o quê...
Quando as dificuldades tornam-se mais complexas, os mecanismos de fuga tornam-se mais apurados.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
CREPÚSCULO
O dia está se findando.
Aos poucos...
tinge o céu de inúmeras cores.
Colorido...
O vento frio...carrega tristeza...
Bem diferente de meu amigo...
Bruscamente se foi.
Restando apenas seu olhar e sorriso coloridos,
e acolhedores.
Pouco,
quase nada estive a seu lado,
embora tempo suficiente
para sua ausência sentir.
Fica a dor
fria e cruel
da ausência.
A lembrança de seus gestos...
Por quê?
Essa pergunta todos devem estar se fazendo...
mas a resposta não vem...
Assim,
brincando com um sentimento bastante real,
prefiro pensar
que agora ele brilha
lá no céu
junto de todos os outros
pontos luminosos
que tanto nos fascinam.
Porque
pessoas como ele
permanecem
para sempre
em nossos corações.
À memória de Diego
segunda-feira, 13 de junho de 2011
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