quarta-feira, 18 de maio de 2011

QUÍMICA IV

Berilo. Berílio.
O tesouro de uns. A desgraça de muitos.
Gemas encapsuladas.
Morte. Destruição.
Bélico.
Indústria bélica:
produção em série da morte.
Vasto mundo devastado...
Não sou Raimundo,
nem solução.
Tá,
solução até posso ser
e/ou estar.
Solução aquosa,
com inúmeros íons
complexando
a simplicidade que me constitui.
E, o que faço eu aqui,
senão complexar
a simplicidade do viver?
Acontece que viver não é simples...
Sobre-viver já é difícil...
Penso mesmo que o sub-viver
é o que ocorre.
Uma verdadeira guerra,
pela sub-vivência!
O berílio não é tão
abundante...
mas talvez se menos o fosse
mais escasso seria o sub-viver.
Ou, mesmo como está,
e se menos mortes
e mais jóias fossemproduzidas?...

Aqui não existem intenções
Senão desabafar
na folha or de berilo.
Aqui existem interações:
com o CO2 que dispenso
em rajadas no ar
e é dispensado em borbulhas
no copo;
com as inúmeras funções orgânicas,
presentes e futuras
(hoje álcool, amanhã aldeído);
com a lâmpada incandescente 
que não proclama idéias
nem propaga tanta luz;
com o som
oriundo das inúmeras pessoas
e de uma pequena
caixinha
acoplada na parede.
Sub-sobre- ou simplesmente
vivendo,
solução...
uma vastidão.
Imensurável.
Mundo...
devastado.
Imensuravelmente.
E meu coração...
uma vastidão
de mundo.

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