"Tristeza...não tem fim.
Felicidade, sim."
Espero.
Não esperar.
De cansar.
O cansaço
dá moleza
que retarda
o acontecimento
das coisas.
Não espero
mais
pelas mudanças.
Ajo
para rapidamente
elas chegarem.
E espero
que cheguem logo.
Pois quando menos
espero
a tristeza vem.
Não pede passagem.
Não espera.
Espera somente
uma brecha
que nunca quero
e sempre sobra.
A tristeza é folgada:
vem sem aviso
e nunca diz
quando irá embora.
Instala-se
prontamente,
sem nunca esperar
para ela eu estar
pronta.
E isso é triste!
Esperava
que em seu retorno
estivesse eu pronta,
forte,
preparada.
Mas não.
Estou fragilizada.
Estou amargurada.
Estou quase
doente.
Espero que logo
passe.
Espero fortalecer-me
para a tristeza
expulsar.
Embora saiba
que sem aviso
ela pode voltar.
Voltar não é,
ao menos,
permanecer.
Se assim o fosse,
pior seria,
mais enraizada
a tristeza estaria,
mais difícil
sua partida.
Espero
o retorno da alegria.
Que também não chega
com data marcada,
mas costuma ter pressa.
Talvez por ter o dever
de muita gente visitar.
Talvez por tantos
a esperarem.
Não serei egoísta;
mas espero
que venha logo.
Tarde fria de maio, esperando.
Quem me conhece sabe que sempre fui de escrever minhas"coisinhas", e quem ainda não me conhece, essa é uma oportunidade... A temática não existe... é somente aquilo que se apresentar, e do jeito que vier. Mas uma coisa é certa: a vida é cheia de poesia!!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
INHOS E ÕES
Pagininha...
Página pequena.
Dorzinha...
Dor pequena.
Muitas vezes apenas
um eufemismo
para dor
que não se mensura.
Coração...
Ão...
muitas vezes "inho"
tanta coisa carrega.
Só.
Solidão.
É só o só
bem grande
que deixa
o coração
inho.
Diminuir...
Aumentar...
são operações
prioritárias...
na matemática.
E a vida
vive cheia
delas.
Até por que
matemática é parte
da vida.
Partir...
pode ser deixar
mas pode ser dividir.
Eu divido.
Tu divides.
Ele/a divide.
...
Se mais pessoas
dividissem,
mais todo
seriam todos;
menos partes seriam necessárias.
Que mais pessoas
fizessem como Maxwell:
Distribuição.
Embora este,
acho eu,
para efeitos práticos,
poderia deixar
concentrado mesmo.
Mas é ciência.
"A democratização
do saber"
para a ínfima parcela
que a ela tem acesso.
Não escrevo aqui
um panfleto.
Nem nada panfletário,
por que nada quero
dizer,
senão o que digo.
Nada quero pensar
além
do que
sinto.
Palavras
que o vento leva
junto com a fumaça
que vai...
Página pequena.
Dorzinha...
Dor pequena.
Muitas vezes apenas
um eufemismo
para dor
que não se mensura.
Coração...
Ão...
muitas vezes "inho"
tanta coisa carrega.
Só.
Solidão.
É só o só
bem grande
que deixa
o coração
inho.
Diminuir...
Aumentar...
são operações
prioritárias...
na matemática.
E a vida
vive cheia
delas.
Até por que
matemática é parte
da vida.
Partir...
pode ser deixar
mas pode ser dividir.
Eu divido.
Tu divides.
Ele/a divide.
...
Se mais pessoas
dividissem,
mais todo
seriam todos;
menos partes seriam necessárias.
Que mais pessoas
fizessem como Maxwell:
Distribuição.
Embora este,
acho eu,
para efeitos práticos,
poderia deixar
concentrado mesmo.
Mas é ciência.
"A democratização
do saber"
para a ínfima parcela
que a ela tem acesso.
Não escrevo aqui
um panfleto.
Nem nada panfletário,
por que nada quero
dizer,
senão o que digo.
Nada quero pensar
além
do que
sinto.
Palavras
que o vento leva
junto com a fumaça
que vai...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
QUÍMICA V
É no grafite que vou.
Carbono puro.
Carbono com carbono.
Quanto?!
Certa vez disseram
que o destino de um só
era de sonho e de pó.
Teoria.
Prática.
Praticamente
Teoria.
Apeei do cavalo
e cavalete
estabilizou
na cela
unitária?!
Quem está sozinho?!
Vou contar um causo,
quase uma parábola:
ih... perdeu-se
no copo prostrado
a minha frente.
Ah!...
Tem gente,
que com tudo que tem
não se contenta...
(Acontece, na maior
parte das vezes)
e busca sempre
mais...
Doa,
para desencargo
de consciência,
e recebe
de volta
aquilo que investiu,
ou mais...
Meu Deus!
Será a natureza,
em sua essência
Capitalista???
Ora, meus amigos!
(Se assim os posso chamar)
Isso enxergar,
visão pequena é.
A natureza,
vive de trocas...
Trocam-se os ligantes,
os ligantes mudam
a quem se ligam,
todos buscando algo
melhor.
Ao mesmo tempo.
Coordenadamente.
E...
tudo fica bem,
quando,
tudo, para todos,
fica bem.
Carbono puro.
Carbono com carbono.
Quanto?!
Certa vez disseram
que o destino de um só
era de sonho e de pó.
Teoria.
Prática.
Praticamente
Teoria.
Apeei do cavalo
e cavalete
estabilizou
na cela
unitária?!
Quem está sozinho?!
Vou contar um causo,
quase uma parábola:
ih... perdeu-se
no copo prostrado
a minha frente.
Ah!...
Tem gente,
que com tudo que tem
não se contenta...
(Acontece, na maior
parte das vezes)
e busca sempre
mais...
Doa,
para desencargo
de consciência,
e recebe
de volta
aquilo que investiu,
ou mais...
Meu Deus!
Será a natureza,
em sua essência
Capitalista???
Ora, meus amigos!
(Se assim os posso chamar)
Isso enxergar,
visão pequena é.
A natureza,
vive de trocas...
Trocam-se os ligantes,
os ligantes mudam
a quem se ligam,
todos buscando algo
melhor.
Ao mesmo tempo.
Coordenadamente.
E...
tudo fica bem,
quando,
tudo, para todos,
fica bem.
QUÍMICA IV
Berilo. Berílio.
O tesouro de uns. A desgraça de muitos.
Gemas encapsuladas.
Morte. Destruição.
Bélico.
Indústria bélica:
produção em série da morte.
Vasto mundo devastado...
Não sou Raimundo,
nem solução.
Tá,
solução até posso ser
e/ou estar.
Solução aquosa,
com inúmeros íons
complexando
a simplicidade que me constitui.
E, o que faço eu aqui,
senão complexar
a simplicidade do viver?
Acontece que viver não é simples...
Sobre-viver já é difícil...
Penso mesmo que o sub-viver
é o que ocorre.
Uma verdadeira guerra,
pela sub-vivência!
O berílio não é tão
abundante...
mas talvez se menos o fosse
mais escasso seria o sub-viver.
Ou, mesmo como está,
e se menos mortes
e mais jóias fossemproduzidas?...
Aqui não existem intenções
Senão desabafar
na folha or de berilo.
Aqui existem interações:
com o CO2 que dispenso
em rajadas no ar
e é dispensado em borbulhas
no copo;
com as inúmeras funções orgânicas,
presentes e futuras
(hoje álcool, amanhã aldeído);
com a lâmpada incandescente
que não proclama idéias
nem propaga tanta luz;
com o som
oriundo das inúmeras pessoas
e de uma pequena
caixinha
acoplada na parede.
Sub-sobre- ou simplesmente
vivendo,
solução...
uma vastidão.
Imensurável.
Mundo...
devastado.
Imensuravelmente.
E meu coração...
uma vastidão
de mundo.
O tesouro de uns. A desgraça de muitos.
Gemas encapsuladas.
Morte. Destruição.
Bélico.
Indústria bélica:
produção em série da morte.
Vasto mundo devastado...
Não sou Raimundo,
nem solução.
Tá,
solução até posso ser
e/ou estar.
Solução aquosa,
com inúmeros íons
complexando
a simplicidade que me constitui.
E, o que faço eu aqui,
senão complexar
a simplicidade do viver?
Acontece que viver não é simples...
Sobre-viver já é difícil...
Penso mesmo que o sub-viver
é o que ocorre.
Uma verdadeira guerra,
pela sub-vivência!
O berílio não é tão
abundante...
mas talvez se menos o fosse
mais escasso seria o sub-viver.
Ou, mesmo como está,
e se menos mortes
e mais jóias fossemproduzidas?...
Aqui não existem intenções
Senão desabafar
na folha or de berilo.
Aqui existem interações:
com o CO2 que dispenso
em rajadas no ar
e é dispensado em borbulhas
no copo;
com as inúmeras funções orgânicas,
presentes e futuras
(hoje álcool, amanhã aldeído);
com a lâmpada incandescente
que não proclama idéias
nem propaga tanta luz;
com o som
oriundo das inúmeras pessoas
e de uma pequena
caixinha
acoplada na parede.
Sub-sobre- ou simplesmente
vivendo,
solução...
uma vastidão.
Imensurável.
Mundo...
devastado.
Imensuravelmente.
E meu coração...
uma vastidão
de mundo.
terça-feira, 17 de maio de 2011
QUÍMICA I
Alguém quer entrar.
Outrem precisa sair.
Quer dizer,
precisa não...
simplesmente sai.
O fardo a carregar
pesa,
é volume,
ocupa lugar
no espaço.
Finito ou infinito?
Escolha seu modelo,
sua "tioria" de vida.
Analise os microestados,
junte-os em termos
espectro
ou cópios
(não de copioso,
mas plural de copo)
Hexa-aquo-copos
de metal
nobre
de transição
ou terroso.
Terra.
Nos acolhe.
Acolhemos
a colheita
garimpada
na semeadura
dos dias que seguem
o trânsito
permitido, por isto
ou aquilo;
proibido, por isto
ou aquilo;
que às vezes
tão proibido,
é quase perversivo.
Todo compost
tem seu "porteiro"
a permitir
e rejeitar
a chegada do povo.
E cada estrutura,
social,
ou cristalina,
tem seu arranjo
bem definido.
Saí de meu estado
fundamental
e cá estou
ionicamente.
Sou ácida
ao chacoalhão,
e básica
no receber.
O quê?!
Depende...
Quem se aproxima?
A próxima.
Outrem precisa sair.
Quer dizer,
precisa não...
simplesmente sai.
O fardo a carregar
pesa,
é volume,
ocupa lugar
no espaço.
Finito ou infinito?
Escolha seu modelo,
sua "tioria" de vida.
Analise os microestados,
junte-os em termos
espectro
ou cópios
(não de copioso,
mas plural de copo)
Hexa-aquo-copos
de metal
nobre
de transição
ou terroso.
Terra.
Nos acolhe.
Acolhemos
a colheita
garimpada
na semeadura
dos dias que seguem
o trânsito
permitido, por isto
ou aquilo;
proibido, por isto
ou aquilo;
que às vezes
tão proibido,
é quase perversivo.
Todo compost
tem seu "porteiro"
a permitir
e rejeitar
a chegada do povo.
E cada estrutura,
social,
ou cristalina,
tem seu arranjo
bem definido.
Saí de meu estado
fundamental
e cá estou
ionicamente.
Sou ácida
ao chacoalhão,
e básica
no receber.
O quê?!
Depende...
Quem se aproxima?
A próxima.
...
Na folha branca, sinto a dificuldade de começar.
Os começos assim costumam ser: difíceis.
Começa-se e não termina-se,
muitas vezes.
Termina-se o que nem começou,
às vezes.
Por vezes não começamos por medo de terminar.
Por vezes terminamos pra nem começar.
Tese.
Anti-tese.
Paradoxos.
Somos.
Existimos.
Yin e yang,
ao mesmo tempo
todo tempo
o tempo todo.
A tinta preta rabisca
a branca folha
agora colorida.
Miscelânea.
Mistura...
os pensamentos
avulsos
que juntos formam algo.
Mesa Abril/2011
Os começos assim costumam ser: difíceis.
Começa-se e não termina-se,
muitas vezes.
Termina-se o que nem começou,
às vezes.
Por vezes não começamos por medo de terminar.
Por vezes terminamos pra nem começar.
Tese.
Anti-tese.
Paradoxos.
Somos.
Existimos.
Yin e yang,
ao mesmo tempo
todo tempo
o tempo todo.
A tinta preta rabisca
a branca folha
agora colorida.
Miscelânea.
Mistura...
os pensamentos
avulsos
que juntos formam algo.
Mesa Abril/2011
VONTADES
Pensei muito em ti esses dias.
Pensei no que disse. Eu.
Pensei no que disse. Você.
Mesmo não dizendo.
O que esse silêncio quer dizer?
Penso o que pode estar pensando. Sobre mim.
Se é que pensa/pensou em mim e/ou no que lhe disse.
Olhos marotos.
Olhos que trazem muita coisa. Sentimentos.
Um turbilhão repleto deles.
Sorriso...
que me encanta.
Vontade de decifrá-lo.
Vontade de decifrar-te.
Vontade prefiro sentir,
a ter a sensação de arrependimento
por não dizer
o que sinto.
Pensei no que disse. Eu.
Pensei no que disse. Você.
Mesmo não dizendo.
O que esse silêncio quer dizer?
Penso o que pode estar pensando. Sobre mim.
Se é que pensa/pensou em mim e/ou no que lhe disse.
Olhos marotos.
Olhos que trazem muita coisa. Sentimentos.
Um turbilhão repleto deles.
Sorriso...
que me encanta.
Vontade de decifrá-lo.
Vontade de decifrar-te.
Vontade prefiro sentir,
a ter a sensação de arrependimento
por não dizer
o que sinto.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
esconde-esconde
Esses dias me disseram que para esse espaço ser meu, meu de verdade, eu deveria publicar, e não colocar coisas de outras pessoas...
Nesse momento pensei"que tá falando esse cara?"
Mas depois de passado o calor do momento, dando espaço para a razão, vi que ele a tinha.
Então, cá estou justificando o sumiço de algo com o aparecimento de outro algo, desta vez novo, desta vez meu.
Ao menos era meu enquanto estava em minha cabeça... pois a partir do momento em que meus dedos começaram a escrevinhar através do teclado, passaram a ser coisas do mundo. Coisas que geram reações naqueles que agora como você estarão lendo estas palavras.
Não tenho muito que dizer... estou num daqueles dias de se observar para poder constatar, e quem sabe aí poder sentir, e talvez escrever.
Dia de observação.
Dia de absorção.
Dia que virará noite, assim que o sol de nós cansar-se, ou, noutra interpretação, retirar-se do campo de visão.
Nesse momento pensei"que tá falando esse cara?"
Mas depois de passado o calor do momento, dando espaço para a razão, vi que ele a tinha.
Então, cá estou justificando o sumiço de algo com o aparecimento de outro algo, desta vez novo, desta vez meu.
Ao menos era meu enquanto estava em minha cabeça... pois a partir do momento em que meus dedos começaram a escrevinhar através do teclado, passaram a ser coisas do mundo. Coisas que geram reações naqueles que agora como você estarão lendo estas palavras.
Não tenho muito que dizer... estou num daqueles dias de se observar para poder constatar, e quem sabe aí poder sentir, e talvez escrever.
Dia de observação.
Dia de absorção.
Dia que virará noite, assim que o sol de nós cansar-se, ou, noutra interpretação, retirar-se do campo de visão.
terça-feira, 10 de maio de 2011
EFÊMERO
A flor
seja qual for
é bela.
A flor
seja qual for
murcha.
A flor
Seja qual for
seca.
Seja qual for
a flor
ela cumpre o ciclo.
seja qual for
é bela.
A flor
seja qual for
murcha.
A flor
Seja qual for
seca.
Seja qual for
a flor
ela cumpre o ciclo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
VELHA SENSAÇÃO PRESENTE
Eita, que muito gostaria de falar.
Gostaria de sozinha não estar.
De tanta indecisão não ter.
Além de indecisa, resta um certo temor.
Temo em pensar como conduzirei
aquilo que devo conduzir.
Qual caminho?
Não quero ficar sozinha, embora só
tenho feito meus dias...
Só, eu posso fazer o que devo.
Só, devo relacionar-me e relacionar
as tantas relações que permeiam
esta existência.
Indecisa existência.
Solitária existência.
Que às vezes flori, sorri, acalenta.
Acalenta minh'alma.
Acalenta minh'existência.
Virada em sonho, que volta a tornar-se
Existência.
Existência acalentada pelos sonhos
Do dia-a-dia.
Dia-a-dia que acalenta a existência
De sonhos a conduzir-me
Dia-após-dia ao caminho traçado
De cada amanhecer a cada
Crepúsculo.
Amanheço a cada dia em que o sol nasce:
Brilhando forte no céu
Ou acobertado por cinzas nuvens.
O crepúsculo, meu crepúsculo, aproximo-me
mais a cada amanhecer...
Mas não sei quando de fato ele chegará.
Gostaria de sozinha não estar.
De tanta indecisão não ter.
Além de indecisa, resta um certo temor.
Temo em pensar como conduzirei
aquilo que devo conduzir.
Qual caminho?
Não quero ficar sozinha, embora só
tenho feito meus dias...
Só, eu posso fazer o que devo.
Só, devo relacionar-me e relacionar
as tantas relações que permeiam
esta existência.
Indecisa existência.
Solitária existência.
Que às vezes flori, sorri, acalenta.
Acalenta minh'alma.
Acalenta minh'existência.
Virada em sonho, que volta a tornar-se
Existência.
Existência acalentada pelos sonhos
Do dia-a-dia.
Dia-a-dia que acalenta a existência
De sonhos a conduzir-me
Dia-após-dia ao caminho traçado
De cada amanhecer a cada
Crepúsculo.
Amanheço a cada dia em que o sol nasce:
Brilhando forte no céu
Ou acobertado por cinzas nuvens.
O crepúsculo, meu crepúsculo, aproximo-me
mais a cada amanhecer...
Mas não sei quando de fato ele chegará.
sábado, 7 de maio de 2011
COMO COMEÇAR O DIA
Começa cada dia por dizer a ti próprio: hoje vou deparar com a intromissão, a ingratidão, a insolência, a deslealdade, a má vontade e o egoísmo- todos devidos à ignorância por parte do ofensor sobre o que é o bem e o mal. Mas, pela minha parte, já há muito percebi a natureza do bem e a sua nobreza, a natureza do mal e a sua mesquinhez, e também a natureza do próprio culpado, que é meu irmão (não do sentido físico, mas como meu semelhante, igualmente dotado de razão e de uma parcela do divino), portanto nenhuma destas coisas me ofende, porque ninguém pode envolver-me naquilo que é degradante. Nem eu posso ficar zangado com o meu irmão ou entrar em conflito com ele; porque ele e eu nascemos para trabalhar juntos, como, de um homem, as duas mãos, os dois pés, as duas pálpebras ou os dentes de cima e de baixo. Criar dificuldades uns aos outros é contra as leis da Natureza- e o que é a irritação, ou a aversão, senão uma forma de criar dificuldades aos outros?
Marco Aurélio/ Meditações
quinta-feira, 5 de maio de 2011
...
Ai, angústia
não saber
saber que
não se sabe.
Pensar
pensar, pensar
e só pensar
no que pensa
o outro.
Que quer dizer
o silêncio?
Que quer dizer
depois?
Penso. Penso.
O peito aperta.
Penso.
Vem um nó
na garganta.
Penso. Penso
pra esquecer
um pouco do que
sinto.
Razão.
Sentimento.
Ação.
Como agir?
Penso.
Penso.
Ai dor
que dói
sem ferida.
Dói
porque me sinto
ferida.
Impotente.
Magoada comigo.
O que faço/fiz
de errado?
Serei eu uma boa
pessoa?
Começo duvidar...
Qual meu problema?
Falo muito?
Falo pouco?
Falta assunto?
O assunto é chato?
Sou chata?
Achatada?
Tachada?
Achado
que se acha?
Ai, angústia!
Vai pra longe,
que não quero sua
companhia!
Prefiro só
permanecer.
...
Tem uma fresta de céu,
um pedaço de nuvem
um feixe de luz.
Ali,
logo ali
na janela
por onde
quero
sair.
CONFUSÃO
Eu ia.
Eu vou.
Pra onde
nunca sei.
Talvez
onde os pensamentos
me levarem.
Talvez.
Onde eu levar
meus pensamentos.
???
Sim,não, talvez
qualquer coisa
diga-me.
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