quinta-feira, 22 de setembro de 2011

palavras avulsas







O céu escuro da noite, com nuvens a refletir o alaranjado das lâmpadas de vapor de sódio.
Os carros passam. Frota pesada.
De repente as palavras somem. Talvez carregadas por algum ônibus que passa.
Eu fico. Rodeada por pessoas que desconheço, ou simplesmente não conheço. Sozinha com meus pensamentos que vem, não sei de onde, mas inicio entender seu porquê.
Talvez esteja melancólica. Talvez esteja apenas aderindo ao mal moderno da solidão acompanhada (que também pode ser assistida,tamanho é o número de câmeras instaladas por todos os cantos).
Engraçadas são as coisas. No pequeno espaço de tempo que comecei a dedicação às observações percebi inúmeros ônibus indo a um mesmo lugar: Rodoviária.
Será essa visão um anúncio de meu inconsciente à percepção da vontade reprimida de viajar? Ir a outro lugar?
A música é boa. Mas não a que gostaria de ouvir.
As nuvens permanecem. Imóveis.
Poderão manias serem geneticamente herdadas? Começo acreditar que sim. A experiência oferecida pelo convívio com um filho demonstra-me isso.
Tentei ser impessoal, no entanto revelações em primeira pessoa sempre surgem... fazer o quê...
Quando as dificuldades tornam-se mais complexas, os mecanismos de fuga tornam-se mais apurados. 

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