Eita, que muito gostaria de falar.
Gostaria de sozinha não estar.
De tanta indecisão não ter.
Além de indecisa, resta um certo temor.
Temo em pensar como conduzirei
aquilo que devo conduzir.
Qual caminho?
Não quero ficar sozinha, embora só
tenho feito meus dias...
Só, eu posso fazer o que devo.
Só, devo relacionar-me e relacionar
as tantas relações que permeiam
esta existência.
Indecisa existência.
Solitária existência.
Que às vezes flori, sorri, acalenta.
Acalenta minh'alma.
Acalenta minh'existência.
Virada em sonho, que volta a tornar-se
Existência.
Existência acalentada pelos sonhos
Do dia-a-dia.
Dia-a-dia que acalenta a existência
De sonhos a conduzir-me
Dia-após-dia ao caminho traçado
De cada amanhecer a cada
Crepúsculo.
Amanheço a cada dia em que o sol nasce:
Brilhando forte no céu
Ou acobertado por cinzas nuvens.
O crepúsculo, meu crepúsculo, aproximo-me
mais a cada amanhecer...
Mas não sei quando de fato ele chegará.
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