Em meu peito
só
um coração.
Só
literalmente
também é
rio de sensações.
Variadas
variantes
vagueando por
meu vasto
universo infinitamente
finito
uma vez que tudo acaba
e começa um novo
ovo quebrado
todo dia
na frigideira
para logo
ser consumido
por algo
ou
alguém.
Coração
bate
ou
apanha?
Coração
bate
e
apanha?
Coração
é
metáfora
fora
outras coisas...
sente...
faz outros
sentirem.
Vou.
Quem me conhece sabe que sempre fui de escrever minhas"coisinhas", e quem ainda não me conhece, essa é uma oportunidade... A temática não existe... é somente aquilo que se apresentar, e do jeito que vier. Mas uma coisa é certa: a vida é cheia de poesia!!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
apenas um papo
Um dia, do nada , um fato acontece e depois disso sua vida nunca mais é a mesma.
Tudo bem que a cada momento que se passa deixamos de ser quem éramos, e passamos a ser o fruto mais recente de nossa vivencia...é que as vezes, as coisas acontecem de maneira que controle é palavra inexistente..
pensei muito a respeito do que poderia aqui escrever. Imaginei poemas, rimas e tals (e olha que nem sou disso), mas vi que o melhor a fazer, é ser eu mesma e escrever enquanto pessoa que entristeceu-se pelos acontecimentos, e sim, vive um momento de luto.
Tento sorrir e brincar,e contornar aquilo que sinto. As vezes começo pensar que está dando certo pois tenho me permitido sorrir. Digo "permitir" porque parece que não posso mais... alguns me olham achando que devo sofrer eternamente e chorar todos os dias...
A essas pessoas digo que carrego um coração partido, e que não há "super-bonder" que cole; as lágrimas não correm mais por falta de líquido, tantas já foram as derramadas.
Acredito que por mais aberto e sincero que seja meu sorriso, jamais ele terá a alegria que teve outrora... pois parte do que o constituia se foi... e não dá para montar uma peça que não se tenha do quebra-cabeças.
Sinto-me como o ser que possui as maiores responsabilidades sendo totalmente irresponsável (ao menos comigo).
E o que falar da dor??
Essa surge de não sei onde, e dói não sei direito em que lugar, e também não consigo explicar muito bem porquê ou por quanto tempo... simplesmente dói, e deixa um vazio, que talvez nem o vácuo conseguisse deixar.
É o tipo de coisa que não tem explicação, embora seja a única certeza depois de se nascer.
Aliás, que belo presente ganhei para minha vida, ao mesmo tempo em que um me foi tirado... uma menininha que é delicada desde o choro, e que é guerreira desde a hora em que a luz lhe foi concedida.
Parece até que teimou em vir para esse mundo... seu coraçãozinho não batia, nem seus pulmões queriam saber do ar que se respira. O mundo intra-uterino acabou! Acabou o aconchego, acabaram-se os movimentos suaves, acabou-se o sentimento de proteção... Nasceu!
Costumo colocá-la na altura de me peito para ouvir meu coração e tornar presente a lembrança que lhe resta por pouco tempo desse tempo.
Há uma música que diz que o tempo não pára. Nem precisaria dela para saber disso. Tanta coisa acontece. Tudo muda, até a mesmice.
Tenho tantas coisas em mente, outras que simplesmente transitam por minha consciência inconsciente menos inconsequente.
A ordem natural da vida não é respeitada sempre, de maneira linear, porque nada é linear. A dialética permeia tudo, e as relações dialógicas estabelecem-se, a começar pelo nível próprio.
Ainda não consigo entender porque alguém que vi nascer se foi antes de mim. Inúmeras pessoas mais novas que eu se foram antes, mas não é esse o caso. Falo dela, minha irmã, alguém tão próxima...
Lembro nossas brigas, nossos tapas, nossas pazes, abraços, carinhos e trocas de "como você é importante pra mim" ...
E caramba!! Como você é importante pra mim!!
Sua marca não tem como apagar. É tatuagem, é cicatriz, que custa formar casquinha...
Parece que quando ela começa formar-se eu tropeço e esbarro nela, fazendo o processo reiniciar.
Terá isso um fim?
Sei apenas que fico, que sigo, que abraço o que me foi deixado.
Obrigada por tudo que passamos juntas, cada momento, cada cervejinha que bebemos juntas, cada gargalhada, cada choro, cada espera, cada sonho, cada realidade...
Obrigada por todas as vezes que disse me amar... obrigada por todas as vezes que pude dizer que te amava (e amo)...
Obrigada por me ajudar a ser uma pessoa melhor... por me fazer pensar naquilo que fazia...
Obrigada por fazer-me enxergar que estar onde não queria é hoje todo o lugar que queria estar...
Obrigada por me abrir sua vida e tornar-me um capítulo dela...
Obrigada...por ter me dado a oportunidade de te dizer tudo isso pessoalmente.
A saudade fica e a dor ainda é constante, mas sei que vai amenizar.
E você não vai ficar velha... será para sempre a minha Claudinha.
Fica em paz, minha irmã!
Amo você!
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